segunda-feira, 13 de julho de 2009

Na França, há 220 anos, uma revolução.





Mudanças na Europa e na América

A Europa já havido sido surpreendida pela Revolução Gloriosa (1688) e na América já havia ocorrido a Independência dos Estados Unidos (1776), no entanto, a Revolução Francesa não só seguiu a linha do processo revolucionário em marcha, como também ampliou o impacto das mudanças. O triunfo burguês que este momento histórico consagrou, rompeu com o paradigma do Antigo Regime e mais levou, o novo modelo - através do exemplo ou das guerras - para outras nações europeias.

Entre Jacobinos e Girondinos

Durante os 10 anos em que a França convulsionou (1789-1799) o poder mudou de mãos, indo e vindo entre moderados e radicais, mas com certeza, após todo o processo, nem a França, nem a Europa seriam mais as mesmas.

Atualidade

E hoje comemoram-se 220 anos da data que é vista como marco da Revolução: A Tomada da Bastilha, não sem motivos, escolhida como data nacional francesa. A História ainda possui muitas considerações a serem feitas sobre este fato. Uma das perguntas que deve ser levantada é: A Revolução se extinguiu com o Império Napoleônico ou as conquistas deste general levaram a revolução adiante? O que você leitor, pensa?
Podemos arguir ainda: Quais os efeitos da Revolução sobre outros povos, especialmente da América e da Europa?
Esses são pequenos exemplos de como ainda há muita coisa a ser analisada sobre a Revolução Francesa.

Veja mais:
OSTERMAN, Nilse Wink e KUNZE, Iole Carreta. Às armas cidadãos. Editora Atual Coleção História Geral em Documentos. Sobre o livro
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=133
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=529730
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=179
http://cliojorge.blogspot.com/2008/07/hoje-uma-daquelas-datas-que-os-que-se.html

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Cem anos do Mestre do Barro



A arte figurativa está em festa... Há cem anos nascia o mestre. Vitalino Pereira dos Santos, nasceu na Ribeira dos Campos (zona rural de Caruaru) e tornou-se a principal referência da arte em barro confeccionando peças que estavam intimamente ligadas ao cotidiano do Nordeste. Além de artesão, Vitalino também criou a banda de pífanos Zabumba Vitalino. A arte de Vitalino é mias uma referência para a análise e interpretação da vida e da cultura do povo do Nordeste. Para homenagear este artista ímpar tomamos emprestadas as palavras de Petrúcio Amorim:


Deus do Barro Petrúcio Amorim / Marron Brasileiro / Rogério Rangel
Quando Deus fez o homem sua semelhança

Foi amassando o barro com a mão

Deu um sopro de vida e de esperança

E espalhou pelo mundo a criação
Pra fazer com amor é preciso fé

Da mistura da lama saber tirar

A imagem de toda Maria e todo ZéTudo

aquilo que aterra pudesse dar
O boneco do mestre Vitalino

É grandeza por ter simplicidade

Com o barro ele fez o seu destino

Pelo barro ganhou eternidade
Pra fazer com amor é preciso fé

Da mistura da lama saber tirar

A imagem de toda Maria e todo Zé

Tudo aquilo que a terra pudesse dar
Amassa com a mão, amassa

Um boneco, uma banda de pife

Um dentista um cavalo, um boi de carro
Amassa com a mão, amassa

Se Deus é um vitalino Vitalino é um Deus de barro


Parabéns a todos os artistas da NAÇÃO NORDESTINA.


Saiba Mais:



domingo, 29 de março de 2009


No início do século XVI, o Brasil e sua produção açucareira ocupavam um destacado papel na economia portuguesa e, por que não dizer, no comércio europeu. Justamente devido a essa importância a colônia despertou o interesse dos holandeses, que a princípio foram parceiros dos portugueses nos negócios coloniais do açúcar.

A União Ibérica (1580-1640), período em que Portugal e Espanha formaram um só reino, mudou as características amistosas das relações comerciais com os holandeses. Por serem inimigos da Espanha, que controlou as colônias de Portugal durante a citada União, os holandeses optam por invadir o Brasil, inicialmente Salvador (1624-1625) e depois, Pernambuco. Conquistada a capitania expandem seus domínios para a Paraíba, o Rio Grande Norte, Ceará e Maranhão. É nesta fase que se instala um governo Holandês no Nordeste do Brasil e chega o Conde Maurício de Nassau.

Nassau e a transformação do Recife

A serviço da WIC (sigla de Companhia de Comércio das Índias Ocidentais), Nassau transforma a pequena vila do Recife no centro de seu governo. Para reestruturar a economia açucareira concede empréstimos a senhores de engenho. Executa obras públicas como drenagem de áreas alagadas, construção de prédios públicos, criação do jardim botânico e de um observatório astronômico entre outras. Também traz missões científicas e artísticas e com a ajuda de um certo “boi voador” arrecada dinheiro para a construção da mais longa ponte da América na época. Tudo isto somado a um momento de tolerância religiosa incomum naquele período.

Sua administração marcou de tal modo o imaginário e a memória dos pernambucanos que, apesar de seu governo ter durado apenas sete anos e ter ocorrido há mais de três séculos, ele permanece como uma referência por quem os recifenses e praticamente todo o povo de Pernambuco possuem uma certa admiração.

Outros tempos

A forma de Nassau administrar gerou desconfiança e não contou com a aprovação da WIC que o destituiu do cargo e cobrou as dívidas dos senhores de engenho. Revoltados, os produtores de açúcar, pegaram em armas, e mesmo sem contar com o apoio português, venceram os holandeses em algumas batalhas, era a Insurreição Pernambucana. Ao final dos conflitos e já com o apoio da metrópole os batavos foram expulsos pelos luso-brasileiros, feito que enche de orgulho o povo pernambucano que cita este fato como o “nascimento da pátria brasileira”. Devido a acordos e pressões a Holanda foi recompensada com uma indenização de 4 milhões de cruzados e com algumas colônias portuguesas na África e na Ásia. Isto no entanto, não desmerece o feito dos que lutaram.

Depois da expulsão dos holandeses muito coisa mudou, Portugal já estava separado da Espanha e a sua colônia na América havia aumentado de tamanho graças a interiorização de certas atividades como a pecuária, as missões jesuíticas e as ações dos bandeirantes. Com o declínio do açúcar, provocado pela concorrência antilhana, novos tempos se iniciariam e irão formatar o território e a colonização doravante.