sábado, 14 de julho de 2007


Hoje é um dia significativo para a História Moderna e Contemporânea do chamado “Mundo Ocidental”, é a data em que se comemora a Queda da Bastilha, marco da Revolução Francesa.
Na França, há 218 anos, importantes fatos alteravam os rumos da sociedade européia (particularmente a francesa) e influenciariam relevantes transformações no mundo contemporâneo nascente. Claro que uma data, ou mesmo a tomada de uma antiga prisão, não sintetizam um evento da grandiosidade da Revolução Francesa, mas sem dúvida, este momento – o da tomada da Bastilha em 14 de julho de 1789 – é um indicativo de que as coisas estavam mudando.
Uma multidão composta por vários setores do Terceiro Estado francês, revoltada com a própria condição e confusa com as notícias vindas da Reunião dos Estados Gerais em Versalhes, vai às ruas de Paris e liberta os prisioneiros políticos encarcerados naquela fortaleza. De fato, o Anciet Regimè, dava sinais claros de esgotamento.
Mesmo não sendo um grande fato do ponto de vista militar, nem uma conquista social de destaque, a queda da Bastilha assustou os nobres e a realeza e provocou reações externas;

“Todas as Nações, à notícia de sua ruína, acreditaram-se libertadas.”

(MICHELET, Jules. História da Revolução Farancesa. Citado IN: OSTERMANN, Nilse Wink e KUNZE, Iole Carretta. Às armas cidadãos! A França Revolucionária (1789-1799). São Paulo: Atual, 1995.

Hoje a França celebrou com muita pompa o evento, que foi um dos referenciais do surgimento de um novo mundo; junto com a Revolução Industrial e com a Independência dos EUA, no século XVIII.
Muitos ainda se perguntam sobre o real significado desta revolução e a amplitude de suas conseqüências, mas é notório que o Antigo Regime, com seu Absolutismo e seu Mercantilismo, sofreram um decisivo golpe, desferido pela burguesia (daí alguns chamarem-na de Revolução Burguesa).
Como devemos encarar a Revolução Francesa afinal?

Para mais veja:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=529730
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1654900
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=11137605
http://www.cliohistoria.hpg.ig.com.br/bco_imagens/paris/paris.htm

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O Brasil Holandês e a urbanização tropical


É provável que o assunto que mais mexa com o imaginário coletivo e histórico do povo pernambucano, seja a invasão e o governo dos holandeses, além é claro da Restauração (momento da expulsão dos holandeses). Eles vieram, viram e venceram. Durante 24 anos (1630-1654), os holandeses se instalaram no Nordeste do Brasil, dominaram as regiões litorâneas de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e partes do Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. Passada a malfadada invasão a Salvador (1624-1625), implantaram aqui, um governo que conseguiu manter a maioria dos senhores de engenho como aliados e que possibilitou que convivessem de modo relativamente harmônico, judeus, “cristão-novos”, católicos e protestantes.
Durante este período o Recife se tornou o principal centro urbano do “Brasil Holandês”. Investimentos em urbanização da antiga vila de pescadores e marinheiros fez com que a mesma mudasse (talvez tenha sido o maior investimento em urbanização no processo de colonização dos trópicos até aquela altura).
O maior responsável pela estabilidade e pelo desenvolvimento da Capitania de Pernambuco foi Maurício de Nassau – com governo de 1637 a 1644 -, que a despeito das intenções da Companhia de Comércio das Índias Ocidentais, fez investimentos no Nordeste Brasileiro, negociou dívidas com senhores de engenho e concedeu créditos para a recuperação dos engenhos.
É importante salientar que, a condição de pobres, escravos africanos e índios pouco ou nada mudou.
No plano administrativo, artístico e urbano, aí sim se pode falar em grandes diferenças.
Este domínio dos batavos chegou mesmo a provocar uma polêmica: O Brasil teria sido melhor se tivesse sido colonizado por holandeses?
Vale lembrar que esta polêmica deve muito ao governo de Maurício de Nassau, e o governo de Nassau foi um período diferenciado da Administração Holandesa.
Como será que o leitor vê esta situação?

· Sim, o Brasil seria diferente e melhor com certeza.
· Não, nada mudaria, o objetivo era o mesmo: explorar.
· Não sei, talvez mudasse. Faltam elementos para definir melhor.

Para mais veja:



SILVA, Luiz Geraldo. O Brasil dos Holandeses. Coleção A Vida no Tempo, São Paulo: Atual 1997.


MELLO, Evaldo Cabral de. Rubro Veio, O Imaginário da restauração pernambucana. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.

P.S.: Não deixarei de mencionar o Dia do Rock, gênero sempre atual. Também faço menção à Sexta-Feira 13 ( que muitos vêem como mau augúrio), veja mais em http://historia.abril.uol.com.br/2006/edicoes/almanaque/mt_237403.shtml e também saúdo a abertura oficial dos Jogos Panamericanos.

terça-feira, 10 de julho de 2007


Repetidas vezes se falou sobre a participação indígena no processo de formação do povo brasileiro. De forma heróica e até mitológica, o índio foi representado como um importante elemento constitutivo desta nação, e de fato é. A questão é que nem sempre, se mencionou que para isto houve um longo e doloroso processo de aculturação, de escravização e de uma “guerra biológica” (mesmo que não planejada) em relação ao nativo. Os povos autóctones ficaram desprovidos de suas terras, perderam muito ou quase tudo de sua cultura, e ainda, foram vitimados por doenças como sífilis e tuberculose trazidas pelos europeus à América.
Além disto, os portugueses se valeram de costumes dos próprios indígenas para gerar em ventres de tupis, jês e de índias de outras nações, filhos nem sempre reconhecidos e que por diversas vezes findaram como escravos nas plantações de açúcar ou de algodão.
Fato relevante é que este processo de mestiçagem fez com que em um curto período a população aumentasse significativamente. Disto se deduz que no Brasil, a participação indígena se deu em várias vertentes do trabalho à influência cultural, além é claro, de sua relevância no povoamento e aumento inicial da população.
Mesmo reconhecido tudo isto, atualmente muitos povos ainda lutam pela demarcação de suas terras, pela valorização de seus costumes e pelo reconhecimento de sua cidadania.